quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Fernanda e a Aquarela
Fernanda e a Aquarela
Pinte seu autorretrato
Numa cadeira de rodas.
Pinte a roupa e o sapato
No estilo da última moda.
Pinte também a casinha
Toda cheia de graça,
Com portas e janelinhas
E a chaminé com fumaça.
Pinte o céu azul,
Pinte tudo que lhe convém,
Estrelas do norte ao sul
E o arco-íris também.
Pinte uma rosa encarnada
Ao lado de um girassol,
E uma nuvem dourada
Por cima do por do sol.
E na aquarela da vida,
Se alguma tinta faltar,
Pinte com a tinta do verde,
Do verde do seu olhar.
Carlos Cacau Duarte
segunda-feira, 29 de março de 2010
Depoimento de Fernanda
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eu nome é Fernanda Soares Costa, tenho 25 anos e fui alvo de um erro medico, o qual me trouxe sérios danos no corpo. Minha mãe era Rh negativo e o meu pai era positivo e tiveram um filho que nasceu normal. Eu fui gerada alguns anos depois e após seis meses de nascimento, os médicos descobriram que eu tinha paralisia cerebral.
O laboratório que fez exames em minha mãe não informou que ela era Rh negativo e que correria riscos no nascimento do segundo filho e conseqüentemente ela não tomou a vacina necessária nesse caso.
O meu pai entrou em choque e depois em depressão que ate hoje não foi curada, ele se conforma, mas não aceita como deveria.
Sou cadeirante, estudei na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, APAE, onde fiquei ate os 18 anos. Tive contato com jovens que tinham vários problemas e inclusive o meu. Foi uma superação eu aprender a ler e a escrever, pois lá uma professora disse para minha mãe não me dar lápis porque eu nunca poderia escrever.
Hoje eu sei mexer no computador, estudei em uma escola regular, faço natação e quero fazer balé, que é o meu sonho, apesar de minha cidade não possuir uma escola de dança especializada para pessoas especiais.
Eu agradeço a Deus, pois vivo uma vida normal em uma sociedade que ainda é preconceituosa e também agradeço a minha mãe por ela nunca desistir de mim e me dar forças dia após dia e me mostrar que eu sou capaz de superar os desafios da vida que são grandes, mas não impossíveis.
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